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"Dias pra aprender e dias pra ensinar" essa é a proposta da exposição do Espaço 8 Atelier no SESI-Amoreiras | "Dias pra aprender e dias pra ensinar" essa é a proposta da exposição do Espaço 8 Atelier no SESI-Amoreiras |
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| Por Assessoria de Comunicação | |
| 04 de novembro de 2005 | |
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A exposição foi composta telas em tamanhos que variamde 110 x 100 cm a 0,90 x 0,80 cm, em acrílico sobre tela. Sãoobras dos artistas Ademir Andrade, Ângelo Cioca, Antonio Marsalo,Efigênia Ferreira, Francisco de Assis, Gildete Pereira, HomeroGonçalves, Luiza Finatti, Márcia Varreano, Marcos Pio, Marioda Silva, Norival Cobeiros, Silvana Borges, Samuel Souza Santos, SaritaRomano, Wilson Amaral. Muito deles como os artistas plásticosÂngelo Cioca premiado no Salão de Arte Contemporânea dePiracicaba/SP e Marcos Pio premiado IX Sindcon Arte do Sindicato dosContabilistas, entre outros. Essa mostra ficou emcartaz até do dia 28 de novembro no espaço doSesi-Amoreiras localizado na Av. das Amoreiras, 450, Pq. Itália –Campinas/SP. A visitação é gratuita e aberta aopúblico. "Aprender e ensinar não tem hora nem lugar"Nos nossos tempos, o artista cria um mundo próprio parasatisfazer a urgência de reaprender o conhecimento, para compreendera sua necessidade de ordem. Mas esse outro mundo por ele criado nãopode simplesmente ser equacionado sem o mundo real dainterpretação. Sendo assim, a prender não temdia nem hora. É igual às necessidades biológicas, temde ser no momento que der vontade. Se, quando der vontade, você fizere realizar, com certeza terá prazer e será estimulado a fazernovamente, porque é bom. Com esse intuito o Espaço 8Atelier – atelier de artes do Serviço de Saúde Dr.Cândido Ferreira desenvolve experiências de arte nãoconvencional e criação coletiva que culminam nacriação do sensibilizar os usuários-artistas para queesses atuem e se envolvam no universo proposto pela sociedade,através das artes plásticas. Percebendo esse trabalhoe o modelo de tratamento adotado pelo Cândido Ferreira, oServiço Social da Industria, Unidade Amoreiras/Campinas(SESI-Amoreiras/Campinas) convidou os artistas plásticos doserviço de saúde mental para expor seus trabalhos, bem comointeragir com os artistas da sua escola de arte. A mostra denominada"Dias pra aprender e dias pra ensinar" vislumbraapresentar os artistas que estão "fora" das chamadas escolasacadêmicas de arte: os artistas do Espaço 8 Atelier. Os artistas plásticos do atelier imprimem seu jeito de ser efazer arte. São trabalhos nada convencionais que fogem dospadrões ditados pelas academias potencializando uma nova postura decriar. Essa forma de produção que estimula a criatividade eincentiva o artista a conhecer e criar novas formas de pintar caminha nosentido das experiências propostas pela escola de arte do SESI, bemcomo, estabelece uma troca de percepção e experiênciasartísticas entre os artistas do SESI e do Espaço 8Atelier. São trocas de posturas que possibilitam o aprender eo ensinar, tanto da forma mais convencional como as práticasacadêmicas ensinadas no SESI, quanto a arte livre nãoconvencional do querer e do ser presenciada no Espaço 8 Atelier. São formas artísticas diferenciadas, mas com umúnico objetivo: t ransformar o olhar de quem vê e faz arte.Essa proposta exige ruptura; exige despir-se de fantasmas e derelações de poder que povoam todo o processoartístico. Exige coragem e exige querer! Espaço 8AtelierO Espaço 8 Atelier foi criado em 1992, com aproposta de trabalhar o lado estético dos artistas que porventura seencontram na instituição, ou que vieram fazer tratamento-diadepois da abertura psiquiátrica. Muitos artistas do atelierjá participaram de vários salões, bienais, e muitasvezes foram premiados. Desde 1990, através de uma parceriaentre a Prefeitura Municipal de Campinas e o Serviço de SaúdeDr. Cândido Ferreira a situação dos pacientescomeçou a mudar para melhor por meio da humanizaçãoefetiva das formas de cuidado na saúde mental. Portas foramabertas, grades foram retiradas, foram abolidos o uso da camisa deforça e do eletrochoque e os desejos e expectativas dos pacientessão parte importante na elaboração dos projetos detratamento de cada um dos usuários. Os tratamentos, hoje, se baseiamno respeito aos direitos do portador de transtorno mental e buscam suareinserção social e familiar, mantendo como eixoterapêutico principal a promoção da cidadania. Por esta nova postura, desde 1993 a instituição éconsiderada referência de tratamento no país, pelaOrganização Mundial de Saúde (OMS). CandidoFerreira prioriza a construção coletiva dos valores quepromovem a convivênciaDesde 1990, através de umaparceria entre a Prefeitura Municipal de Campinas e o Serviço deSaúde Dr. Cândido Ferreira a situação dospacientes começou a mudar para melhor por meio dahumanização efetiva das formas de cuidado na saúdemental. Por esta nova postura, desde 1993 ainstituição é considerada referência detratamento no país, pela Organização Mundial deSaúde (OMS). A principal meta da instituiçãoé a desospitalização. Atualmente, a entidade atende umpúblico de mais de mil usuários por mês e conta com umNúcleo de Atenção à Crise, um Núcleo deAtenção à Dependência Química, trêsCentros de Atenção Psicossocial (CAPS Estação,CAPS Antonio da Costa Santos e CAPS Esperança), um NúcleoClínico, 12 Oficinas de Trabalho, um Centro de Convivência eArte, o Espaço 8 Ateliê - ateliê de arte doserviço - e uma escola para alfabetização de adultos,o Centro Cultural Cândido Fumec. Os usuáriostambém realizam atividades relacionadas àComunicação Comunitária, distribuídas emtrês oficinas: oficina de jornal impresso, oficina de rádio,oficina de roteiro. |
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