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Politica de saúde mental no Brasil Imprimir E-mail
Por Willians Valentini, Domingos Nascimento Alves   
04 de novembro de 2003
Índice de Artigos
Politica de saúde mental no Brasil
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Prova dessa afirmação é o estimulante projeto denominado De Volta à Cidadania;: programa destinado à crianças e adolescentes portadores de grave deficiência mental antes internadas em um abrigo para menores e que ou foram absorvidas pelas suas famílias, com garantia de atendimento regular e apoio financeiro de cerca de U$350. mensais, ou passaram a residir em moradias assistidas, com inserção na vida da cidade. (Delgado, P.)

Betim, em Minas Gerais, é uma cidade industrial, no entorno da capital, com 300.000 habitantes, que sempre internou os portadores de transtornos mentais nos hospitais psiquiátricos da capital. No início da década de noventa iniciou o processo de Reforma, quando internava a cada mês cerca de cem pacientes.

Abriu um CAPS com atendimento nas 24 horas e outro para crianças e adolescentes, alem de estabelecer rigoroso controle das internações de seus munícipes, que hoje são raras, menos de dez a cada ano, nos últimos cinco anos. A vitalidade do processo em Betim influenciou vários municípios, sobretudo no que se refere à eficácia do programa e sua forte legitimação social.

Na região Nordeste, a que conta com os piores indicadores de desenvolvimento humano, a cidade litorânea de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, com cerca de 800.000 habitantes, conta com um hospital psiquiátrico público e dois privados contratados com 534 leitos.

Em 1994, quando teve início o processo de reestruturação da assistência com a abertura do primeiro NAPS, o número de leitos era 764. Hoje o programa de saúde mental é composto de dois NAPS, sendo um para clientela com problemas relacionados ao uso abusivo de álcool e outras drogas, além de profissionais vinculados ao programa em outras 60 unidades básicas de saúde, bem como integração e participação no Programa de Saúde da Família, na forma de supervisão daquelas equipes. Compõem ainda a rede de serviços cinco leitos no Hospital das Clínicas da Universidade pública. Em 2000 foi criado o projeto Locomotiva, cooperativa de trabalho que, alem de produzir bens comercializáveis, tornou-se importante instrumento de disseminação dos princípios da Reforma na sociedade local.

Ainda na região Nordeste, a cidade de Quixadá, 60.000 habitantes, localizada no sertão do estado do Ceara, encaminhava cerca de 100 doentes mentais por ano para internação em hospital psiquiátrico situado a 200 km de distancia, na capital, Fortaleza. Desde 1993, com a implementação de um Centro de Atenção Psicossocial, o numero de encaminhados para internação hospitalar psiquiátrica se reduziu para quatro doentes ao ano. As situações de crise são enfrentadas com internações realizadas no hospital geral da cidade e o acompanhamento e feito através de projetos de cuidados com responsabilidade compartilhada com as famílias.

Na região Sul, aquela com os melhores indicadores de desenvolvimento humano, destaca-se, no estado do Rio Grande do Sul, portanto em outro dos extremos do país, a cidade de São Lourenço do Sul. A Nossa Casa;, serviço comunitário, se encarrega do acompanhamento dos portadores de transtornos mentais com responsabilidades compartilhadas entre equipe multiprofissional, pacientes, familiares, vizinhos destes, e voluntários.

Também no Rio Grande do Sul, Bagé, cidade situada no sudoeste do estado, com aproximadamente 120.000 habitantes, organizou no início da década de noventa o seu serviço comunitário de saúde mental. Os profissionais daquela cidade trabalharam fortemente o imaginário sobre a loucura com a população conseguindo grande aglutinação social em torno do tema da reforma psiquiátrica. Em meados da década de noventa abriu seu primeiro lar abrigado, que ofereceu casa para 10 moradores ex-internados em hospital psiquiátrico.

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89,90,,


Última Atualização ( 24 de junho de 2008 )
 
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