Comunicação
Artigos
Como ser um voluntário | Como ser um voluntário |
|
|
| Por Cleonice Gasparin | |
| 24 de janeiro de 2000 | |
|
Fiz um curso de cabeleireira em 81, com duração de seis meses. Depois em 96 fiz o curso de cabeleireiro intregrado pelo Senac, com duração de dez meses e mais três meses de aperfeiçoamento. Continuei a fazer cursos e a participar de eventos. Fazendo esses cursos pelo Senac foi solicitado pelos professores que se conseguisse um hospital, creche ou asilo para que os alunos pudessem passar um dia fora da escola e assim também ser avaliado o profissional. Vários alunos ficaram de arrumar um lugar, mas disseram que era muito difícil, mas eu já tinha arrumado dois lugares. Um seria a Cidade dos Meninos, que abriga meninos e meninas de rua e outro seria o Cândido Ferreira. Dos 28 alunos, somente duas amigas se manifestaram a favor, o restante não aceitou. Não foi preciso dizer mais nada. Já havíamos percebido o tamanho do preconceito e esse foi o motivo de não conseguirem encontrar um lugar. Mas fiquei feliz com as amigas Leonilda e Iraci e pelos professores que nos apoiaram a vir, que confiaram plenamente em nosso trabalho e acreditaram que já era o momento de podermos caminhar sozinhas. Aqui começa a nossa história como voluntárias no Cândido Ferreira. Muitas pessoas participaram para que as portas fossem abertas e nos receber com carinho e respeito. Falei com a Sevilha e ela marcou para falar com a Valéria. A primeira ala foi a Culinária do NOT. O segundo foi no HD. Neusa disse que a Clarice havia nos convidado a ir até lá, pois tinha muitos clientes querendo cortar os cabelos. O terceiro foi o Setor de Internação e depois a Oficina de Artesanato. Nessa caminhada toda já estávamos há um ano aqui. Vínhamos uma vez por mês, depois de quinze em quinze dias e finalmente uma vez por semana. E foi na Oficina do NOT que fomos procuradas - eu a Leonilda e a Rose - pelo Juarez, que nos convidou a vir uma vez por semana, que teríamos um salão com direito a lavatório e materiais - até esse dia trazíamos todo material de casa. Aí sentimos que nosso trabalho estava sendo bem aceito e poderíamos ajudar. Estamos partindo para o quarto ano aqui. Com a vinda da Clarice para o Centro de Convivência foi mais uma glória alcançada. A atenção foi voltada para o nosso salão e acabamos de ir para um espaço maior, com mais conforto para nossos clientes e para nós também. É o progresso e a conquista de um trabalho feito com amor, carinho e dedicação. Tudo isso feito sem interesse de fazer propaganda, ou mesmo de praticar ou por não termos clientes em nossos salões. Falo isso porque já nos perguntaram. A nossa propaganda é no dia a dia. O nosso sucesso é sempre a volta do cliente e com isso trazendo mais clientela até nós. Da mesma forma que atendo meus clientes aqui fora, os clientes do Cândido são atendidos. Muitas pessoas nos dizem que perdemos um dia todo para vir aqui e deixamos de ganhar. Mas posso falar, com certeza, que esse dia que muitos consideram perdido, para nós é o dia em que mais ganhamos. Você pensa que é só você que está dando carinho, atenção e alegria e quando menos espera, está recebendo em dobro. É isso que acontece conosco no Cândido. Os clientes saem felizes e nós mais ainda, pois somos respeitadas e tratadas com muito carinho. Essa é a nossa caminhada como voluntárias. E que muitos outros voluntários apareçam e que amem aquilo que fazem e a quem fazem. Respeito, Carinho e Dedicação. Eu, Cleonice, agradeço em primeiro lugar as amigas Leonilda, Iraci e Rose por estarem comigo sempre. Agradeço a todos que nos ajudaram a entrar aqui, nos tratando com carinho e respeito. Gostaria de citar todos, mas são muitos que participaram. Aqui estão algumas pessoas que nos ajudaram: Sevilha, Valéria e todos do NOT; Juarez, Ana Maria, Rosana; Clarice e todos do setor do HD; Régis e Alba; Luciana do setor de compras; Maria Inês; Marlem e Marlene da enfermagem; Médicos e Psicólogos; enfim, a todos agradecemos por confiarem em nosso trabalho. 78,79,, |
| Menu Principal |
|---|
| Busca interna |
|---|



