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A vivência do caos: uma experiência de mudança em uma instituição de saúde mental Imprimir E-mail
Por Ana Carla Silvares Pompêo   
31 de maio de 2004
Índice de Artigos
A vivência do caos: uma experiência de mudança em uma instituição de saúde mental
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A letra E virá acompanhada de um número, que acompanhará a seqüência de falas dos membros da equipe, na ordem na qual elas apareceram no relato. Cada participante terá uma letra e um número para sua identificação. Toda vez que um participante fizer uma nova fala, seu número se repetirá. Portanto, os membros da equipe serão identificados, por exemplo, por E1, E2, E3, consecutivamente. Essa notação indicará que o membro E1 foi a primeira pessoa da equipe a se manifestar no encontro, E2 foi a segunda pessoa e assim por diante, na primeira.

Nas três subseqüentes foram preservados a letra e o número que cada participante recebeu na assembléia 1 e foi acrescentada uma nova seqüência de letras e números, à medida que novos participantes entravam em cena.

Os pacientes foram representados pela letra P e por um número, seguindo o mesmo critério de identificação usado para os participantes membros da equipe.

As partes do texto redigidas em itálico representam comentários da pesquisadora decorrentes de observações realizadas durante as assembléias. Todo relato de assembléia virá acompanhado de anotações da pesquisadora sobre o contexto institucional no qual cada encontro ocorreu e sobre as vivências contratransferenciais da pesquisadora naquele momento, o que também aparecerá em itálico.

Foram utilizados dois tipos de termos de consentimento livre e esclarecido para obter a autorização dos participantes da pesquisa. As autorizações foram colhidas individualmente fora do espaço das assembléias. Os termos de consentimento constam do anexo E, sendo que o primeiro possui informações mais detalhadas, tendo sido apresentado para os membros da equipe. Foi feita uma adequação desse Termo para ser apresentado aos pacientes (termo de número dois).

O projeto de pesquisa foi encaminhado para a comissão de ética da instituição e foi, devidamente aprovado.

Conforme o processo de mudanças foi ocorrendo, tive de adaptar a pesquisa aos imprevistos que foram surgindo. Inicialmente não estava planejado utilizar o relato das assembléias como o principal instrumento de coleta de dados. Era minha intenção trabalhar com entrevistas semidirigidas com os pacientes do CAPS para entender como estavam vivenciando o processo de mudanças. Queria compreender os posicionamentos dos pacientes contrários à mudança de local de funcionamento do CAPS. Cheguei a realizar algumas entrevistas antes da primeira mudança de casa, mas depois do retorno para a instituição matriz, estas perderam o sentido, pois os fatos passaram a falar por si mesmos. Então optei por utilizar as assembléias por intuir que nelas emergiriam fenômenos emocionais, que refletiriam o impacto das vivências emocionais no grupo de profissionais e pacientes do CAPS.

4) PROCEDIMENTO DE ANÁLISE DE DADOS

Por se tratar de uma pesquisa qualitativa optei por realizar uma análise em profundidade de um menor número de encontros. Desde o momento de minha participação nas assembléias, teve início o processo de reflexão sobre o que estava sendo dito. Assim que cada encontro terminava, as anotações sobre o ocorrido nas assembléias iam sendo digitadas e este foi um novo momento de reflexão sobre os dados que foram sendo assimilados gradualmente. Uma vez que as assembléias estavam digitadas, fui fazendo várias leituras de forma a definir os critérios de seleção (e/ou exclusão) das assembléias que seriam apresentadas no trabalho final.

Submeti o resultado de minhas anotações de uma das assembléias à apreciação de colegas do curso de mestrado e de uma supervisora de fora da PUC-Campinas, objetivando contrapor minhas percepções com a de outros profissionais da área sem envolvimento direto com a instituição e com minha rotina de trabalho. Isso me auxiliou muito para através de olhares outros, ir organizando mentalmente os dados que emergiram das anotações. Apresentei o mesmo material para meus companheiros de equipe, de forma a demonstrar como faria a apresentação de suas falas na assembléia, para que pudessem posteriormente, assinar os termos de consentimento livre e esclarecido.

Durante a elaboração da dissertação foram feitas novas leituras, nas quais separei as falas dos participantes em temas, que foram pré-fixados a partir de um estudo piloto e de sugestões recebidas durante a qualificação da dissertação. Esses temas foram agrupados de modo a identificar nos relatos as diversas formas pelas quais o processo de mudanças passava a ser mencionado. Em um segundo momento procurei identificar os conceitos psicanalíticos e os fenômenos inconscientes que foram emergindo do material manifesto de acordo com a relevância desses para os objetivos da pesquisa, concomitantemente fui produzindo interpretações de seus conteúdos latentes. Fiz uma análise da dinâmica dos encontros, de forma a identificar como se deu a interação grupal.

Os relatos de todas as assembléias foram interpretados separadamente e na medida do possível explicitei as conexões feitas nos encontros anteriores, sempre que estas pudessem auxiliar na compreensão do material analisado. Para concluir, fiz uma análise das quatro assembléias em conjunto e selecionei os aspectos mais relevantes das mesmas para auxiliar na reflexão sobre o tema pesquisado.

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Última Atualização ( 23 de junho de 2008 )
 
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