Desculpe, mas este site não é compatível com a versão do navegador que você está usando.

Por favor, atualize seu navegador.

Logo Firefox
Convite Formatura
Início arrow Cândido Escola arrow Teses arrow A vivência do caos: uma experiência de mudança em uma instituição de saúde mental
A vivência do caos: uma experiência de mudança em uma instituição de saúde mental Imprimir E-mail
Por Ana Carla Silvares Pompêo   
31 de maio de 2004
Índice de Artigos
A vivência do caos: uma experiência de mudança em uma instituição de saúde mental
Página 2
Página 3
Página 4
Página 5
Página 6
Página 7
Página 8
Página 9
Página 10
Página 11
Página 12
Página 13
Página 14
Página 15
Página 16
Página 17
Página 18
Página 19
Página 20
Página 21
Página 22
Página 23
Página 24
Página 25
Página 26
Página 27
Página 28
Página 29
Página 30
Página 31
Página 32
Página 33
Página 34
Página 35
Página 36
Página 37
Página 38
Página 39
Página 40
Página 41
Página 42
Página 43
Página 44
Página 45
Página 46
Página 47
Página 48
Página 49
Página 50
Página 51
Página 52
Página 53
Página 54
Página 55
Página 56
Página 57
Página 58
Página 59
Página 60
Página 61
Página 62
Página 63
Página 64
Página 65
Página 66
Página 67
Página 68
Página 69
Página 70
Página 71
Página 72
Página 73
Página 74
Página 75
Página 76
Página 77
Página 78
Página 79
Página 80
Página 81
Página 82
Página 83
Página 84
Página 85
Página 86
Página 87
Página 88
Página 89
Página 90
Página 91
Página 92
Página 93
Página 94
Página 95
Página 96

A mudança de um suposto básico a outro se dá em função do perigo causado pela apresentação de uma idéia nova. Na visão de Bion (1975) ambas as mentalidades grupais estão sempre presentes nos grupos, podendo ocorrer uma predominância de uma ou outra forma de funcionamento. Aprender a conviver com as idéias novas passa a ser o desafio do Grupo de Trabalho.

Para Zimerman (1998):

A função de pensar não é o mesmo que possuir pensamentos ou conhecimentos (saber), mas sim que ela resulta de uma disposição do sujeito para saber o seu não-saber; logo, pensar consiste em ter problemas a solucionar, e não em ter soluções para os problemas (In Fernandez, W.J. , 2003: p.126).

O pensamento teria como função preencher o vazio provocado pela espera, que implica um certo grau de frustração, entre a identificação de uma necessidade (desejo) e a ação que busca sua satisfação.

As ações que possibilitam transformações no meio, ou representam tentativas significativas nessa direção só ocorrem na presença de pensamento. Com a ampliação da capacidade de tolerância à frustração a descarga motora vai sendo progressivamente substituída por pensamentos. Quando a ação não se encontra precedida de pensamento, ela não é uma ação e sim uma atuação ou acting out.

É na ausência da mãe (seio concreto) que o bebê desenvolve sua capacidade de pensar, uma vez que nessa circunstância começa a se diferenciar dela, percebendo através de sua ausência que ele e a mãe não são uma única pessoa. Inicialmente o bebê recorre a um prazer alucinatório (alucina que o seio está presente), mas como o prazer alucinatório não é da mesma intensidade do prazer real, começa de forma rudimentar a tentar entender o que se passa, para empreender uma modificação real sobre o mundo exterior. Portanto, essa situação descreve que só há pensamento na ausência de satisfação, ou seja, através da frustração. Consequentemente, sempre que esta é evitada não há pensador (pensa-dor). No entanto, se o nível de frustração for muito intenso também não será possível pensar, pois ocorrerá uma tendência de retornar à posição esquizoparanóide e a uma relação parcial de objeto com predominância de objetos maus, o que fará com que o perigo inerente a estes tenha que ser eliminado por meio da identificação projetiva.

Para Bion:

Estar em um universo em expansão significa estar disponível para idéias novas, pontos de vista diferentes, alterações dos vértices e conseqüentes transformações, diminuição de defesas, maior autenticidade e flexibilidade. Um processo psicanalítico grupal ou bi-pessoal não pode partir de verdades definitivas; pelo contrário, ele deve possibilitar novas aberturas, em constante inter-relação entre o concreto corporal e o abstrato, entre o finito e o infinito, entre K e O(Fernandez, W.J. 2003: p.118).

O vínculo K é o vínculo responsável pelo conhecimento. A função K é a função vinculadora da mente que dá sentido e significado às experiências emocionais. "O " é um símbolo que representa a experiência emocional, a "coisa em si", que penso estar ligada a autenticidade em sua característica mais primitiva.

A experiência (vínculo K) implica a incorporação de uma vivência, o que amplia qualitativamente o repertório interno do sujeito, tornando-se seu patrimônio, modificando a sua qualidade de relação consigo mesmo e com seu meio, assim como amplia sua capacidade de continência e favorece o sonhar. Por tudo isso, a experiência tem como qualidade o esquecimento. Já a memória refere-se a arquivos mentais conscientes ou inconscientes, provenientes de lembranças passadas boas (vínculo L) ou más (vínculo H), que têm como função reeditar essas vivências no presente, projetando-as sobre as situações novas (semelhantes a elas em conteúdo) de forma a fazer que o indivíduo se apegue a algo conhecido, correndo o risco de impedir a vivência do novo. Referem-se a vivências não incorporadas.

Os vínculos K (conhecimento), vínculo L (amor, coesão) e vínculo H (ódio, ruptura, que pode se expressar através de rivalidades, ciúmes, inveja, lutas pelo poder) são os vínculos que interagem no processo de aprendizagem, no sentido de aprender com a experiência.

Zimerman (1999), de forma a ampliar as contribuições de Bion sobre o processo de conhecimento, acrescentou a eles o vínculo R, que está sempre presente nas relações dos indivíduos com seu mundo (interno e externo). Para ele, o vínculo R caracteriza-se pelo reconhecimento das vinculações intra-subjetivas, o que permite a consciência de si. Em segundo lugar, implica o reconhecimento do outro, que deixa de ser visto como extensão de si mesmo. Em terceiro lugar, ocorre o reconhecimento ao outro, que engloba a capacidade de consideração e gratidão ao outro. Por último, esse vínculo refere-se a uma capacidade de ser reconhecido pelo outro.

A capacidade de transformação de memórias em experiências depende de nossa capacidade de superação das posições esquizoparanóide e depressiva, da qualidade e da quantidade dos objetos introjetados. O predomínio no mundo interno de objetos bons (vínculo L) auxiliará a manter viva a capacidade de sonhar, que impulsiona o ser humano a superar limites.

66,67,68,69


Última Atualização ( 23 de junho de 2008 )
 
Últimas Notícias
Entrar / Sair





Esqueceu sua senha?
Sem conta? Crie uma
Fique ligado!

Assine nossos canais:

Leitores
SGD POWERED