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Qual o lugar de um Centro de Convivência na Clínica ? | Qual o lugar de um Centro de Convivência na Clínica ? |
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| Por Emelice Pereira Prado Bagnola | |||||
| 13 de março de 2003 | |||||
Página 1 de 3 Nestes 11 anos de reforma psiquiátrica e conseqüente transformação do cotidiano do Hospital Psiquiátrico para Serviço de Saúde " Dr. Cândido Ferreira " , observamos que construir pontes, acolhimento e tratamento humanizado, que facilitassem a saída e a entrada de pessoas a este serviço de saúde mental, sempre foi um objetivo Institucional. Em função destas transformações, quando de um ponto olhamos, percebemos que as saídas através das altas, ocorrem pelo encaminhamento para outras unidades assistênciais como um centro de saúde do município, Centro de Atenção Psicossocial, desospitalização possibilitando ao usuário sair para uma residência terapêutica. No entanto, as chegadas até ao Cândido Ferreira são para o tratamento psi internação, leito noite, atenção dia. Mas como podemos estabelecer a chegada, de uma pessoa para freqüentar o Centro de Convivência, de forma diferente do encaminhamento tradicional? A quem cabe a apresentação às pessoas que podem vir a conviver neste espaço? Alguns ainda recordam a antiga enfermaria psiquiátrica, hoje transformada em Centro de Convivência, que a substituiu e que está propondo abrir novas perspectivas na manutenção do tratamento. Ponto final e ponto de partida. O que é igual e o que muda? O que se transforma quando no lugar do que está posto pelo planejamento, a Clínica pede pauta para falar, considerar, apontar, fazer lembrar. Quais os frutos podemos colher e que novas idéias estamos ao mesmo tempo plantando ao longo destes onze anos de reforma psiquiátrica? * Enfermeira, Sanitarista pela F.C.M - UNICAMP. Gerente do Centro de Convivência. Cada pessoa tem sua história e seu lugar no mundo. Sujeitos menos ou mais vulneráveis, trazem consigo um diagnóstico de neurose ou psicose. O Centro de Convivência também recebe familiares, profissionais, professores, comunidade, crianças . Lembranças do passado propõe-se parceiros de um novo futuro. As unidades assistenciais implementadas como os Centros de Atenção Psicossocial ( CAPS), Núcleo de Atenção a Crise ( NAC) e o Núcleo de Atenção à Dependência Química ( NADeQ) proporcionam espaços de acolhimento, escuta individual, em grupo, participação em rodas e assembléias entre outros recursos. Nas mesmas unidades existem espaços para a arte e convivência. São Espaços propícios que estimulam e proporcionam às pessoas que freqüentam o serviço, usuários, familiares, trabalhadores, alunos, a reflexão da inclusão, o encontro das diferentes riquezas, da surpresa e troca. Como é o caso do Espaço Aberto no NAC, da Sala Ambiente no CAPS Leste ou da oficina Estação Criar do CAPS Estação. Isso tudo é possível? Afinal do que estamos falando? Espaços com efeito terapêutico, mas sobretudo, espaços livres para a construção e produção de sentido para vida. Espaço outro, que não o das velhas filas para o remédio, o café, o banho e sim do encontro marcado com círculos de educação, lazer e arte. Lugares diferentes dos lugares de tratamento tradicional, que transformam o antigo e ainda brincam, questionam e constróem com ele. É assim que acreditamos ser a clínica do cotidiano. 42,43
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| Última Atualização ( 22 de junho de 2008 ) | |||||
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