Desculpe, mas este site não é compatível com a versão do navegador que você está usando.

Por favor, atualize seu navegador.

Logo Firefox
Início arrow Comunicação arrow Artigos arrow Núcleo de Atenção a Crise
Núcleo de Atenção a Crise Imprimir E-mail
Por Nobusou Oki, Ana Paula Zago, Cássia Cristina Pacheco Ramos   
13 de março de 2003
Índice de Artigos
Núcleo de Atenção a Crise
Página 2
Página 3
Página 4
Página 5
Página 6
Página 7
Página 8
Página 9
Página 10
Página 11
Página 12
Página 13
Página 14
Página 15
Página 16
Página 17

Núcleo de Atenção à Crise (NAC)

"...o mais importante bonito do mundo é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas -
mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou dasafinam."

( Guimarães Rosa )

Abolir e tentar abandonar as concepções clássicas de "doença mental" e de "internação manicomial", possibilita-nos abrir um campo de reflexão de práticas alternativas e de formas diferenciadas de Atenção e atuação para com o sujeito com algum sofrimento.

Pensando no "espaço terapêutico", aqui considerando questões pertinentes ao setting (aos atendimentos em si) e ao campo social, buscamos caracterizar significativamente os espaços de Atenção à Crise, respeitando dessa maneira, as demandas que os sujeitos trazem consigo no momento da internação.

Considerando-se tais aspectos, a equipe debruçou-se na reflexão do terapêutico X não terapêutico, princípios que por vezes se confundem, levando o profissional à revisão de sua prática. No entanto, há dois fatores principais que norteiam este processo de trabalho - um deles, é a necessidade de respeitarmos a particularidade de cada "caso" e outro, o princípio de engajamento do sujeito no âmbito social, o que serve de respaldo para que este sujeito "continue existindo em seu meio".

Assim, o Núcleo de Atenção à Crise foi pensado e planejado no intuito de acolher pacientes psicóticos e neuróticos graves, os quais se apresentam no momento de franca crise, dada pela sintomatologia, ou por meio de demandas outras, seja a dificuldade no convívio social, familiar, ocupacional, etc.

Trata-se então, de um Núcleo que possa abarcar essas variáveis, constituído por um "espaço" mais preservado (NAC I) e que ofereça maior continência ao que denominamos momento de franca crise. Podemos aqui caracterizar melhor essa denominação, onde consideramos os seguintes fatores: grave risco de fuga, risco de suicídio iminente, quadro de agitação psicomotora, de auto-heteroagressividade em vigência, pouca autonomia quanto aos cuidados de AVDs e AVPs e mutismo.

Após essa fase mais crítica e que demanda cuidados mais intensivos, pensamos no espaço do NAC II, onde todo o "em torno" da situação de crise possa ser trabalhado. Importante ressaltarmos que os usuários encaminhados ao NAC II podem apresentar alguns dos elementos acima pontuados, mas agora em outra intensidade, o que nos possibilita ampliar o leque de intervenções.

1. Objetivos Gerais

  • Prestar atendimento especializado à pacientes psicóticos e neuróticos graves;
  • Oferecer espaço de continência e acolhimento para a situação de crise;
  • Trabalhar o envolvimento do paciente no processo de tratamento, na perspectiva de adesão ao seguimento ambulatorial.

2. Objetivos Específicos

  • Estimular e valorizar os aspectos saudáveis da personalidade;
  • Promover maior independência;
  • Estimular a participação e responsabilização do sujeito no processo de tratamento, motivando-o a seguir no pós-alta;
  • Auxiliar o paciente na compreensão e elaboração daquilo que é vivenciado;
  • Favorecer a aproximação dos familiares no processo;
  • Trabalhar com os conflitos pessoais e com aqueles surgidos na convivência com o grupo;
  • Possibilitar ao sujeito o contato com outros equipamentos de Saúde Mental que possam fortalecer a adesão e continuidade do tratamento.
36,37


Última Atualização ( 20 de junho de 2008 )
 
Últimas Notícias
Entrar / Sair





Esqueceu sua senha?
Sem conta? Crie uma
Fique ligado!

Assine nossos canais:

Leitores
SGD POWERED
X
<
>