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Núcleo de Atenção a Crise | Núcleo de Atenção a Crise |
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| Por Nobusou Oki, Ana Paula Zago, Cássia Cristina Pacheco Ramos | |||||||||||||||||||
| 13 de março de 2003 | |||||||||||||||||||
Página 1 de 17 PARTE 1 - REPENSANDO A PRÁTICAINTRODUÇÃO Até março de 1991, o Sanatório "Dr. Cândido Ferreira" atendia aos doentes mentais, operando com duas alas, uma masculina e outra feminina, onde conviviam pacientes em crise aguda e pacientes crônicos (hoje reconhecidos como moradores). À partir desta data, após a assinatura do convênio de co-gestão, que definia o caráter público da Instituição, a Instituição passa a ser denominada Serviço de Saúde "Dr. Cândido Ferreira"(SSCF). Após várias reuniões de equipe entre dirigentes e técnicos (Colegiado Técnico Administrativo), pensando no planejamento da assistência, criou-se a Unidade de Usuários em Crise Aguda. Ali, passaram a conviver internados, homens e mulheres, utilizando o mesmo espaço físico. Foram estabelecidos regras de convivência e uso de alguns espaços físicos de modo privativo, como os dormitórios, banheiros e sanitários específicos para homens e mulheres. Nesta época, também foi formalizada a Unidade de Reabilitação de Moradores, com sua respectiva equipe e espaço físico. Com isso, iniciou-se uma diferenciação na Atenção à clientela moradora e de usuários em crise aguda. A Unidade de Internação, durante toda a sua existência, estruturou-se para atender a demanda do Sistema de Saúde Mental de Campinas e região. Iniciou os trabalhos com 46 leitos, chegou a oferecer e atualmente oferece 50 leitos, sendo 30 para homens e 20 para mulheres e dois recursos hoje denominados: Leito-noite e Internação de curta permanência (72 horas), que oferecem ao Sistema 15 leitos. Desenvolve também, em parceria, um projeto denominado Renascer, destinado à prestar assistência à moradores de rua, sem residência fixa, com transtorno mental, oferecendo subsídios técnicos para a Casa Renascer ( abrigo especializado em oferecer moradia temporária à esta população). Uma questão que até hoje é um fator dificultador é em relação ao espaço físico. O prédio em que essa Unidade foi instalada é da década de 20; portanto, mantém uma estrutura pavilionar, com grandes quartos que abrigam até 12 leitos, e assim todo o processo de trabalho teve que ser organizado em função desse espaço. O Modelo de Atenção, desde o início de funcionamento da Unidade, foi baseado no trabalho multiprofissional. O desejo era de fugir do modelo médico-centrado, e à partir desta diretriz, a Unidade vem se organizando durante esses 9 anos de existência. Inicialmente, ela era estruturada à partir do médico como referência, onde os outros técnicos assumiam as tarefas pertinentes ao seu núcleo de atuação. Segundo Campos (1997), "o campo de competência não caracteriza monopólio profissional de especialidade; ao contrário, seria um campo de intersecção com outras áreas... denominado de núcleo de competência, que incluiria as atribuições exclusivas daquela especialidade..." Na Saúde Mental, a definição de campo e núcleo de competência é polêmica, pois as ações desenvolvidas na sua maioria, podem se dar por vários profissionais, como exemplo, um grupo de verbalização. Um exemplo de núcleo de competência é a prescrição de medicação, onde somente o médico poderá fazê-la, bem como administrá-la compete somente ao profissional de enfermagem. Todas as tarefas eram assumidas por todos os profissionais, o que gerou de início dificuldades. Os profissionais fugiram de seus núcleos de atuação. Com o tempo, o processo foi se reorganizando e buscando um equilíbrio entre essas duas instâncias. Na Saúde Mental, a definição entre núcleo e campo é muito difícil de ser delineada. 36,37
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| Última Atualização ( 20 de junho de 2008 ) | |||||||||||||||||||
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