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As moradias extra-hospitalares como alternativa à internação dos pacientes cronificados: Imprimir E-mail
Por André Luiz Castilho Fonseca   
01 de setembro de 1998
Índice de Artigos
As moradias extra-hospitalares como alternativa à internação dos pacientes cronificados:
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A diferença de 4.114,80 entre o custo de um ex-crônico na moradia extra-hospitalar e o custo de um crônico mantido no hospital psiquiátrico permitiria o atendimento de, no mínimo, mais 8,9 pacientes/ano na vaga liberada pelo primeiro, mantido o mesmo patamar de despesa. Ou seja, o mesmo recurso que anteriormente atendia a um único paciente durante o ano, torna-se, portanto, capaz de atender a até 10 pacientes no mesmo período. Se considerarmos períodos de tempo mais longos como base de cálculo do giro dos pacientes, a discrepância torna-se ainda mais gritante. Ao final de 2 anos, teremos consumido 16.617,60 reais com um mesmo paciente crônico dentro do hospital, ao invés de termos custeado a sua manutenção em uma moradia pelo mesmo período (8.388,00 reais) e atendido mais 17,8 pacientes na vaga por ele aberta no hospital. Ao final de 3 anos, um único crônico no hospital terá custado 24.926,40 reais, enquanto o mesmo recurso teria mantido este crônico numa moradia extra-hospitalar por 12.582,00 reais e atendido mais 26,7 pacientes, e assim por diante.

Enfim, se o projeto de moradias extra-hospitalares, por um lado, representa para os pacientes cronificados de instituições psiquiátricas uma possibilidade inequívoca de reinserção na comunidade e de resgate de um grau considerável de autonomia, uma possibilidade, enfim, de reconquista de uma vida mais plena e cidadã, permite, por outro, uma considerável redução dos custos envolvidos na manutenção destes mesmos pacientes, o que, para o sistema público de saúde, significa obter uma maior capacidade de atendimento para o mesmo dispêndio de recursos. É um projeto, portanto, que associa, paradoxalmente, uma considerável melhora da qualidade de vida destes pacientes, sob todos os aspectos, e uma redução igualmente considerável dos custos aí envolvidos. Como dissemos acima, não é necessariamente o projeto mais caro aquele que assegura a melhor condição de tratamento...

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Última Atualização ( 22 de junho de 2008 )
 
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